1.27.2009

De volta ao luar do Sertão



“A vida aqui só é ruim, quando não chove no chão (...) Tomara que chova logo”. (Luiz Gonzaga).

Dia 5, 6 e 7 voltarei para o Sertão, a trabalho. Desta vez iremos para o Sertão do São Francisco e do Araripe. Duas regiões secas, onde o frio castiga a noite e o sol já castiga às 7 da manhã (e assim o dia todo). Estamos indo de carro. E, infelizmente, no período de estiagem.

Pra quem nunca foi ao Sertão a condição geográfica é incrível. Um terreno rochoso, tudo seco e árido, cidadezinhas uma na vida e outra na morte. Os municípios são muito grandes para conjuntos urbanos muito pequenos.

Como diz a música do Velho Gonzaga, quando está no período de chuvas, o Sertão é uma das regiões mais belas e incríveis nas paisagens castigadas de Pernambuco. Quando estia: tão impressionante quanto, mas dessa vez por choque do que por beleza.

Até o presente dia, constam duas fotos na lateral do blog. Ambas do Sertão do Pajeú em época de chuvas. Estou ansioso para clicar Sertões mais longínquos ainda!

1.23.2009

Ignorando-lhes estava eu

Hoje eu parei pra ler o caderno de polícia do jornal – fato que não acontecia há muito tempo, haja vista que tomei uma decisão pra mim mesmo de ignorar a força criminalidade para poder andar na rua e rodar de carro totalmente tranqüilo. Infelizmente li aquele bendito caderno.

Tirar a conclusão que hoje se mata sem o menor motivo é triste. Há algum tempo se matava por ser traficante, assaltante, assaltado, filho de criminoso, ex-presidiário, homossexual, mulher, entre outros gêneros. Então, metade das mortes do caderno as famílias são faziam idéia do porquê dos assassinatos. E nem a polícia fazia idéia.

A vida está mais barata do que pensei, no meu mundinho ignorante – quase de graça. Acho que nem os assassinos fazem idéia do porque estão matando.

“A ignorância é um dom”

1.20.2009

Versão "boa", "ice" e "pilsen"

Olha eu aqui de novo. Na versão “boa” e não estou falando da Antártica, estou falando da versão “limpa” – sem demais doenças! Finalmente terminou.

Estou postando do shopping. Notebook, McDonald e um cantor falido de MPB que canta todas as músicas em versões alteradas o suficiente para me irritar com essa voz mansa e semi-sussurrante! Não vou ligar... Deixa ele! Um dia ele percebe que “interpretar” faz diferença. Ra Ra Ra.

Pelo menos escutei “Eu que não sei quase nada do mar” (música da Ana Carolina e do Vercilo). Também cantou “Deixa o Verão pra Mais Tarde” (da Mariana Aydar)... huhuhu... Tive a ligeira impressão que ele errou a letra, mas DEIXA!

Hoje, estou no meu momento “lindo”! Kkk... afim de dormir, ver um filme, ler um livro... liiiindo, pena que a realidade não deixa. Ra Ra Ra. Só rindo na cara dela. Porque a vida é dura. Dura, veiúda e eu estou quase gozando!

Fui perguntado o porquê voltar a beber e zoar?! Já que estou quase-limpo desd’o dia 28 de dezembro! Não sei. Acho que uso a química como escapatória do mundo. Minhas poket-vacation. Toma e fica de férias por uma noite de sábado! O mundo fica alegre e exaltado. Uau! Filosófico: “Minha destruição pelo meu sorriso”. Estou no muro: na frente o limpo, porém real. E atrás a catarse da minha mente!

Dilema da vida urbana. Por isso sou viciado em sexo – o homem no seu mais instintivo dos atos. Favor, prendam meu super-ego! Ra Ra Ra. Sexo, álcool, fumaça, festa, trabalho, sociedade, preconceiro... aí é Freud! Me explica como eu funciono, porque acho que perdi meu manual!

1.13.2009

Minha garganta estranha...!


Essa semana bati o martele por uma das minhas tatoo – infelizmente ainda não bati quanto a segunda, porque nossa queridíssima Tatiane Trajano não quer fazer o signo igual comigo. Tínhamos combinado, agora ela deu pra trás!

Também li Nietzsche e li uns artigos muito bons, pela internet. Mas hoje só vou dizer que ainda estou com a garganta inflamada. Num eterno “rehab” que parece que não acaba. Só estou podendo executar dois de meus vícios: McDonalds e sexo. Só! Nada mais.

Estou postando da sala de espera do Hospital. Espero entrar pra falar com o otorrino. Mas, infelizmente, é uma realidade da classe médica: o “chá de espera” vem grátis. Ouvidos coçando e garganta ardendo!

1.09.2009

Meu bem, meu mal.


Ontem eu fiquei sabendo de certas coisas que infelizmente não posso contar aqui. Amo minha vida, ainda a quero por mais algum tempo. Pois bem, em dado momento de conversa que tive, falei: “Oi calabouço, maus tratos, torturas e gente na fogueira... como você acha que a Igreja Católica instituiu que o caminho de Deus é o lado do bem?”

Depois, fiquei pensando no assunto. De modo que lembrei de um filme que assisti em épocas de final de ano, Guardiões do Dia (não sei informar o título original, pois se trata de um filme russo). Mas a questão é: O filme é um “épico” moderno que trata de uma guerra fria entre os guardiões da luz e os guardiões das trevas na cidade de Moscou.

Durante a reprodução do filme, comecei a ter uma sensação chata de que os guardiões da luz eram um bando de babacas sentimentais e que os das trevas eram evidentemente mais “espertos”. Juro! Da metade pro final do filme eu já torcia que as trevas conseguissem dar início a guerra jogando a culpa nos inócuos guardiões da luz. Fui buscar, dentro de mim, todo meu senso de estratégia, de sobrevivência e, por que não, de sadismo para me envolver com o lado o qual o filme pregava ser “o mal”.

Sei que temo limites para fazer coisas em prol de outras. Mas até onde podemos ir, alguém a capaz de responder? A Santa Igreja carrega milhares de crimes nas coisas. A guerra originalmente serviria a isso – instituir uma das duas “filosofias de paz”.

Cada dia mais, reconheço que o homem é um animal político, estratégico e guerreiro. Mesmo assim amo cada dia mais minha vida. E quero gozar dela por todas as partes que eu conseguir (sem definir bem e mal). Crime é não ser feliz como lhe vale o juízo – o resto... É só ponto de vista!

1.08.2009

Rehab

Sinceramente, não estou gostando dessa vida Tatiane Trajano (jornalista amiga minha). Estou de remédio atrás de remédio. Hoje mesmo tomei um voltaren na nádega esquerda. Depois ainda ganhei de presente três remédios pra tomar durante cinco dias. Pra complementar minha contemplação do dia: sem álcool até o termino do remédio.

Inacreditável! They tried to make me go to rehab but I said “no no no”**.

Estou numa reabilitação, é fato. Sem o meu material boêmio, meu consumo excessivo, nem minha degradação do meu ser humano. Sinceramente, não está fácil. Meu corpo é um carro a álcool que faz fumaça e canta pneus.

Pra quem não conhece a figura: Tatiane frequentemente não pode beber por estar tomando remédios pra alguma coisa que sempre é uma alergia diferenciada. Eu, como amigo, não gosto nada disso, porque limita nossas saídas. E limites é uma coisa que eu não gosto de ter! Afinal a vida é dura! Dura, veiuda e tá quase gozando! Ra Ra Ra!


** letra de Rehab da cantora e compositora britânica Amy Winehouse

1.05.2009

De volta ao trabalho


Voltei hoje para o gabinete. Passei um período intoxicado, meio pra baixo, vendo filme, lendo livros e captando um pouco de criatividade no mundo das idéias – porque não refletindo um pouco. Esse período me foi bom para pensar. Relembrar, em mim, tempos em que escrevia poesias, tocava violão, tocava teclado. Fazia a experiência de olhar em mim e verter em palavras.
Não sei se vcs já sabem, mas coloquei uma rede no meio do meu quarto. Isso mesmo, uma rede de deitar (ao estilo indígena!). Não sou, nunca fui nem tenho sangue índio, mas adotei de coração esse costume deles – bom para ler, acessar o notebook, assistir televisão, ver filme e conversar (desde que o interlocutor esteja deitado num almofadão, no chão.
Esse tempo de parar para um hobby, uma arte, já não tenho mais. Mas vou tentar parar para mim mesmo. Chegou o tempo de olhar pra mim novamente, sendo que com ou olhos de quem não pode mais afundar lá dentro de si, perdendo-se, para depois emergir com novas coisas, novos produtos e novos projetos.

“Só não se perca ao entrar no meu infinito particular” (Marisa Monte)
foto) Sentidos Vistos e Tocados / www.flickr.com/photos/anacronista

1.04.2009

2009 começou

Foto) Elton Carlos Assis (summer 2009)

Então, consigo dizer o porquê, mas comecei 2009 com um certo medo de por os pés nele. Coragem tenho, claro! Tanto que entrei de cabeça erguida. Passei a festa de ano novo com uma intoxicação que peguei comendo oito caldinhos de camarão num bar. Também tive um edema na garganta. A garganta é clássica.
Mas, mudando de assunto, sinto que 2009 é meu ano da criatividade. Não fiz nenhuma previsão mística, mas sinto. Desde já. Troquei foto, estou mudando o blog um po’ – espero que gostem! Muitas coisas vão ganhar caras novas e nova força. Espero vir mais no blog. Principalmente para compartilhar dessa “criatividade” que sinto.
Beijos a todos.