2.02.2009

Síndrome do cisne

“Amo a vida a cada segundo, pois pra viver eu transformei meu mundo”*

Há alguns dias atrás eu estava num momento de reflexões. E estive pensando no que eu fiz comigo nesses quatro anos que se passaram na faculdade de jornalismo. Também lembrava de um pensamento de um amigo meu que dizia que "as meninas bonitas que namoravam caras feios e nerds já foram gordinhas, magrelas ou mal arrumadas um dia, por isso elas sabem o quanto o caráter e a inteligência contam num ser humano" (a velha sindrome do cisne, em analogia ao conto Patinho feio).
Pois bem, depois de toda essa base de pensamento busquei em arquivos antigos algumas fotos dos tempos rock n’ roll, velha turma de segundo, terceiro ano médio; também algumas fotos de infância. Fiquei absorto com a diferença entre aquele eu e o eu agora.

Infelizmente a essa síndrome é frágil. A qualquer doença ou desanimo que passamos na vida, olhamos no espelho e só conseguimos ver o pato. Mesmo que todos a volta ainda vejam o cisne.
Estou numa dessas fases depressivas que qualquer piada, qualquer blog de reflexão ou piadas bestas é meu melhor companheiro. Olhar no espelho virou um encontro com o terapeuta.

*(Compasso - Ricardo MacCord / Angela Ro Rô)