Todos sabem que eu, particularmente, não gosto de poesia de cordel. Mas essa eu tenho obrigação moral de publicar. Primeiro que é uma coisa da minha terra; segundo que ela versa sobre uma opinião minha a qual entendo que deve ser difundida com EXTREMA URGÊNCIA. Depois de ler, pare e pense um pouco. Se possível encaminhe por e-mail ou publique em seus blogs. Obrigado!
Quando chegou ao meu e-mail o cordel veio sem a “autoria”, mas tratarei de descobri-la. As próximas palavras versão sobre o caso da excomunhão do médico e da família da menina de 9 anos que teve um abordo autorizado e realizado por lei, na cidade pernambucana de Alagoinha.
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
3.15.2009
3.03.2009
Changes
A vida é feita de muitas mudanças, mas dessa vez tá lasca. Meu 2009 começou! Algum amigo disse: "esse será um ano de mudanças". Pois bem, está sendo! Reviravoltas e mais reviravoltas na minha vida.
Não sei quando isso vai parar. Talvez eu nem queira que parem! Tudo parece um desafio, uma passagem para uma nova coisa - o descobrimento.
Não sei quando isso vai parar. Talvez eu nem queira que parem! Tudo parece um desafio, uma passagem para uma nova coisa - o descobrimento.
2.02.2009
Síndrome do cisne
“Amo a vida a cada segundo, pois pra viver eu transformei meu mundo”*
Há alguns dias atrás eu estava num momento de reflexões. E estive pensando no que eu fiz comigo nesses quatro anos que se passaram na faculdade de jornalismo. Também lembrava de um pensamento de um amigo meu que dizia que "as meninas bonitas que namoravam caras feios e nerds já foram gordinhas, magrelas ou mal arrumadas um dia, por isso elas sabem o quanto o caráter e a inteligência contam num ser humano" (a velha sindrome do cisne, em analogia ao conto Patinho feio).
Pois bem, depois de toda essa base de pensamento busquei em arquivos antigos algumas fotos dos tempos rock n’ roll, velha turma de segundo, terceiro ano médio; também algumas fotos de infância. Fiquei absorto com a diferença entre aquele eu e o eu agora.
Infelizmente a essa síndrome é frágil. A qualquer doença ou desanimo que passamos na vida, olhamos no espelho e só conseguimos ver o pato. Mesmo que todos a volta ainda vejam o cisne.
Estou numa dessas fases depressivas que qualquer piada, qualquer blog de reflexão ou piadas bestas é meu melhor companheiro. Olhar no espelho virou um encontro com o terapeuta.
*(Compasso - Ricardo MacCord / Angela Ro Rô)
Há alguns dias atrás eu estava num momento de reflexões. E estive pensando no que eu fiz comigo nesses quatro anos que se passaram na faculdade de jornalismo. Também lembrava de um pensamento de um amigo meu que dizia que "as meninas bonitas que namoravam caras feios e nerds já foram gordinhas, magrelas ou mal arrumadas um dia, por isso elas sabem o quanto o caráter e a inteligência contam num ser humano" (a velha sindrome do cisne, em analogia ao conto Patinho feio).
Pois bem, depois de toda essa base de pensamento busquei em arquivos antigos algumas fotos dos tempos rock n’ roll, velha turma de segundo, terceiro ano médio; também algumas fotos de infância. Fiquei absorto com a diferença entre aquele eu e o eu agora.
Infelizmente a essa síndrome é frágil. A qualquer doença ou desanimo que passamos na vida, olhamos no espelho e só conseguimos ver o pato. Mesmo que todos a volta ainda vejam o cisne.
Estou numa dessas fases depressivas que qualquer piada, qualquer blog de reflexão ou piadas bestas é meu melhor companheiro. Olhar no espelho virou um encontro com o terapeuta.
*(Compasso - Ricardo MacCord / Angela Ro Rô)
1.27.2009
De volta ao luar do Sertão

“A vida aqui só é ruim, quando não chove no chão (...) Tomara que chova logo”. (Luiz Gonzaga).
Dia 5, 6 e 7 voltarei para o Sertão, a trabalho. Desta vez iremos para o Sertão do São Francisco e do Araripe. Duas regiões secas, onde o frio castiga a noite e o sol já castiga às 7 da manhã (e assim o dia todo). Estamos indo de carro. E, infelizmente, no período de estiagem.
Pra quem nunca foi ao Sertão a condição geográfica é incrível. Um terreno rochoso, tudo seco e árido, cidadezinhas uma na vida e outra na morte. Os municípios são muito grandes para conjuntos urbanos muito pequenos.
Como diz a música do Velho Gonzaga, quando está no período de chuvas, o Sertão é uma das regiões mais belas e incríveis nas paisagens castigadas de Pernambuco. Quando estia: tão impressionante quanto, mas dessa vez por choque do que por beleza.
Até o presente dia, constam duas fotos na lateral do blog. Ambas do Sertão do Pajeú em época de chuvas. Estou ansioso para clicar Sertões mais longínquos ainda!
Postado nos temas:
foto,
jornalismo,
opinião,
pessoal
1.23.2009
Ignorando-lhes estava eu
Hoje eu parei pra ler o caderno de polícia do jornal – fato que não acontecia há muito tempo, haja vista que tomei uma decisão pra mim mesmo de ignorar a força criminalidade para poder andar na rua e rodar de carro totalmente tranqüilo. Infelizmente li aquele bendito caderno.
Tirar a conclusão que hoje se mata sem o menor motivo é triste. Há algum tempo se matava por ser traficante, assaltante, assaltado, filho de criminoso, ex-presidiário, homossexual, mulher, entre outros gêneros. Então, metade das mortes do caderno as famílias são faziam idéia do porquê dos assassinatos. E nem a polícia fazia idéia.
A vida está mais barata do que pensei, no meu mundinho ignorante – quase de graça. Acho que nem os assassinos fazem idéia do porque estão matando.
“A ignorância é um dom”
Tirar a conclusão que hoje se mata sem o menor motivo é triste. Há algum tempo se matava por ser traficante, assaltante, assaltado, filho de criminoso, ex-presidiário, homossexual, mulher, entre outros gêneros. Então, metade das mortes do caderno as famílias são faziam idéia do porquê dos assassinatos. E nem a polícia fazia idéia.
A vida está mais barata do que pensei, no meu mundinho ignorante – quase de graça. Acho que nem os assassinos fazem idéia do porque estão matando.
“A ignorância é um dom”
1.20.2009
Versão "boa", "ice" e "pilsen"
Olha eu aqui de novo. Na versão “boa” e não estou falando da Antártica, estou falando da versão “limpa” – sem demais doenças! Finalmente terminou.
Estou postando do shopping. Notebook, McDonald e um cantor falido de MPB que canta todas as músicas em versões alteradas o suficiente para me irritar com essa voz mansa e semi-sussurrante! Não vou ligar... Deixa ele! Um dia ele percebe que “interpretar” faz diferença. Ra Ra Ra.
Pelo menos escutei “Eu que não sei quase nada do mar” (música da Ana Carolina e do Vercilo). Também cantou “Deixa o Verão pra Mais Tarde” (da Mariana Aydar)... huhuhu... Tive a ligeira impressão que ele errou a letra, mas DEIXA!
Hoje, estou no meu momento “lindo”! Kkk... afim de dormir, ver um filme, ler um livro... liiiindo, pena que a realidade não deixa. Ra Ra Ra. Só rindo na cara dela. Porque a vida é dura. Dura, veiúda e eu estou quase gozando!
Fui perguntado o porquê voltar a beber e zoar?! Já que estou quase-limpo desd’o dia 28 de dezembro! Não sei. Acho que uso a química como escapatória do mundo. Minhas poket-vacation. Toma e fica de férias por uma noite de sábado! O mundo fica alegre e exaltado. Uau! Filosófico: “Minha destruição pelo meu sorriso”. Estou no muro: na frente o limpo, porém real. E atrás a catarse da minha mente!
Dilema da vida urbana. Por isso sou viciado em sexo – o homem no seu mais instintivo dos atos. Favor, prendam meu super-ego! Ra Ra Ra. Sexo, álcool, fumaça, festa, trabalho, sociedade, preconceiro... aí é Freud! Me explica como eu funciono, porque acho que perdi meu manual!
Estou postando do shopping. Notebook, McDonald e um cantor falido de MPB que canta todas as músicas em versões alteradas o suficiente para me irritar com essa voz mansa e semi-sussurrante! Não vou ligar... Deixa ele! Um dia ele percebe que “interpretar” faz diferença. Ra Ra Ra.
Pelo menos escutei “Eu que não sei quase nada do mar” (música da Ana Carolina e do Vercilo). Também cantou “Deixa o Verão pra Mais Tarde” (da Mariana Aydar)... huhuhu... Tive a ligeira impressão que ele errou a letra, mas DEIXA!
Hoje, estou no meu momento “lindo”! Kkk... afim de dormir, ver um filme, ler um livro... liiiindo, pena que a realidade não deixa. Ra Ra Ra. Só rindo na cara dela. Porque a vida é dura. Dura, veiúda e eu estou quase gozando!
Fui perguntado o porquê voltar a beber e zoar?! Já que estou quase-limpo desd’o dia 28 de dezembro! Não sei. Acho que uso a química como escapatória do mundo. Minhas poket-vacation. Toma e fica de férias por uma noite de sábado! O mundo fica alegre e exaltado. Uau! Filosófico: “Minha destruição pelo meu sorriso”. Estou no muro: na frente o limpo, porém real. E atrás a catarse da minha mente!
Dilema da vida urbana. Por isso sou viciado em sexo – o homem no seu mais instintivo dos atos. Favor, prendam meu super-ego! Ra Ra Ra. Sexo, álcool, fumaça, festa, trabalho, sociedade, preconceiro... aí é Freud! Me explica como eu funciono, porque acho que perdi meu manual!
1.13.2009
Minha garganta estranha...!

Essa semana bati o martele por uma das minhas tatoo – infelizmente ainda não bati quanto a segunda, porque nossa queridíssima Tatiane Trajano não quer fazer o signo igual comigo. Tínhamos combinado, agora ela deu pra trás!
Também li Nietzsche e li uns artigos muito bons, pela internet. Mas hoje só vou dizer que ainda estou com a garganta inflamada. Num eterno “rehab” que parece que não acaba. Só estou podendo executar dois de meus vícios: McDonalds e sexo. Só! Nada mais.
Estou postando da sala de espera do Hospital. Espero entrar pra falar com o otorrino. Mas, infelizmente, é uma realidade da classe médica: o “chá de espera” vem grátis. Ouvidos coçando e garganta ardendo!
1.09.2009
Meu bem, meu mal.

Ontem eu fiquei sabendo de certas coisas que infelizmente não posso contar aqui. Amo minha vida, ainda a quero por mais algum tempo. Pois bem, em dado momento de conversa que tive, falei: “Oi calabouço, maus tratos, torturas e gente na fogueira... como você acha que a Igreja Católica instituiu que o caminho de Deus é o lado do bem?”
Depois, fiquei pensando no assunto. De modo que lembrei de um filme que assisti em épocas de final de ano, Guardiões do Dia (não sei informar o título original, pois se trata de um filme russo). Mas a questão é: O filme é um “épico” moderno que trata de uma guerra fria entre os guardiões da luz e os guardiões das trevas na cidade de Moscou.
Durante a reprodução do filme, comecei a ter uma sensação chata de que os guardiões da luz eram um bando de babacas sentimentais e que os das trevas eram evidentemente mais “espertos”. Juro! Da metade pro final do filme eu já torcia que as trevas conseguissem dar início a guerra jogando a culpa nos inócuos guardiões da luz. Fui buscar, dentro de mim, todo meu senso de estratégia, de sobrevivência e, por que não, de sadismo para me envolver com o lado o qual o filme pregava ser “o mal”.
Sei que temo limites para fazer coisas em prol de outras. Mas até onde podemos ir, alguém a capaz de responder? A Santa Igreja carrega milhares de crimes nas coisas. A guerra originalmente serviria a isso – instituir uma das duas “filosofias de paz”.
Cada dia mais, reconheço que o homem é um animal político, estratégico e guerreiro. Mesmo assim amo cada dia mais minha vida. E quero gozar dela por todas as partes que eu conseguir (sem definir bem e mal). Crime é não ser feliz como lhe vale o juízo – o resto... É só ponto de vista!
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